quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Crítica "Marquee Moon" - allmusic

O allmusic é um dos maiores e melhores sites em língua inglesa sobre música. Cada artista/grupo tem um perfil extenso, com informações sobre a formação, anos de atividade, gênero, estilo, moods, artistas similares, influências, artistas influenciados, etc. A crítica abaixo foi escrita por Stephen Thomas Erlewine.

Marquee Moon is a revolutionary album, but it's a subtle, understated revolution. Without question, it is a guitar rock album -- it's astonishing to hear the interplay between Tom Verlaine and Richard Lloyd -- but it is a guitar rock album unlike any other. Where their predecessors in the New York punk scene, most notably the Velvet Underground, had fused blues structures with avant-garde flourishes, Television completely strip away any sense of swing or groove, even when they are playing standard three-chord changes. Marquee Moon is comprised entirely of tense garage rockers that spiral into heady intellectual territory, which is achieved through the group's long, interweaving instrumental sections, not through Verlaine's words. That alone made Marquee Moon a trailblazing album -- it's impossible to imagine post-punk soundscapes without it. Of course, it wouldn't have had such an impact if Verlaine hadn't written an excellent set of songs that conveyed a fractured urban mythology unlike any of his contemporaries. From the nervy opener, "See No Evil," to the majestic title track, there is simply not a bad song on the entire record. And what has kept Marquee Moon fresh over the years is how Television flesh out Verlaine's poetry into sweeping sonic epics.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Felt

Felt foi uma banda inglesa dos anos 1980. Foi nomeada por causa do, simplesmente, o jeito que Tom Verlaine pronuncia a palavra no trecho "and i felt right into the arms / of venus de milo" em Venus, do álbum Marquee Moon. O vídeo abaixo é uma foto montagem com a música "Evergreen Dazed" ao fundo. A faixa é a primeira do álbum Crumbling the Antiseptic Beauty, primeiro deles, lançado em 1981. Dá pra perceber facilmente a de Television.


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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Crítica "Marquee Moon" - BLITZ

escrito por AlterneteZe no BLITZ

Tirem a cera dos ouvidos e lavem bem as mãos antes de lhe tocarem para não conspurcar esta cristalina obra de puro génio. No ano em que o Punk mudou o mundo, e Londres e Nova York disputavam o lugar de capital da música apareceram tantas bandas, com tantos tipos de abordagens que se tornou impossivel catalogá-las. Daí os Television e a sua obra prima - Marquee Moon - terem sido catalogados como Punk, quando a sua música estava longe de possuir a velocidade, simplicidade e realismo social desse género. Quem reinava aqui era a instrospecção e claramente estávamos mais próximos do psicadelismo de uns 13th floor elevators do que dos Ramones.

E afinal o que faz com que 30 anos depois metade das bandas que surgem em Nova York ainda acendam uma vela a Marquee Moon? Será pelo seu brilhante jogo de guitarras entrelaçando-se à volta de uma secção ritmica perfeita? Será por soar completamente inovador sem recorrer a um único truque avant-garde? Será pela voz e dicção imperfeita, solta mas nervosa de Verlaine que ainda hoje serve de paradigma para muito indie da grande maçã? Ou talvez a temática filosófica, niilista e absurda das letras? Ou por soar completament urbano sem ter de recorrer a tons cinzentos?

É tudo isto e muito mais. É a demonstração que não é preciso ter dedos frenéticos para tocar solos altamente estilizados, a grande prova que se pode ser artistico sem ser progressivo. O som é clássico mas estranhamente pouco convencional. Sem quase uma única sombra do groove característico do Blues, estamos num território onde as músicas não são dançáveis, não são saltáveis. Um cigarro, uma bebida, um sofá, olhos fechados e uma boa dose de tempo livre são os requisitos necessários. Para apreciarmos e nos apercebermos que não existe uma única nota fora do sitio, para admirarmos as guitarras limpidas de Verlaine e Lloyd cruzando-se múltiplas vezes mas sem nunca seguirem o mesmo caminho, para decifrarmos o baixo que vai carregando a música em ombros, dando o espaço para a fantasiosa masturbação guitarrística, para sentirmos o pulsar discreto e o magnifico trabalho com os cimbalos de Billy Ficca.

Do surrealismo de Venus de Milo até à ternura de Guiding Light, da energia controlada de Friction ao final dramático em Torn Curtain passando pela majestosa Marquee Moon tudo aqui vai correndo com uma impressionante perfeição, em tons que vão do sonhador ao mordaz e irónico, cerebral e emocional. É sem dúvida um dos álbuns mais desafiantes de 1977 e ainda não lhe notamos uma única ruga...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Foxhole

Um dos poucos vídeos 70s de Television disponíveis no Youtube:

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Careful - letra e tradução

A partir desse post começarei a traduzir, aos poucos, todas as letras de músicas compostas ou interpretadas pela banda. Mais para a frente, organizarei-as em uma listinha a ser fixada no painel lateral.
Composição de Tom Verlaine. Lançada originalmente como a quarta faixa do álbum Adventure, em abril 1978.

I jump outa bed and pull down the shade
I used to have such sweet dreams - now it's more like an air raid.
I see the opposition clear - I see them stare
I don't care - it doesn't matter to me - I never think about it
Slip out of myself like a shadow and somersault thru walls
I can't tell, it's really so odd
Is this spring or fall?
Your wine is just sour grapes
Pour me a glass anytime I'm not there
Careful Careful
I'm not bitter I just get so sore
I need that girl more and more
Cuz when she whispers in my ear it gets so hard*
It get's so hard to get out of bed
It's more than I can do.
If someone must work today, let it be you.
All this confusion hit me like a dare but I don't care.

Eu pulo da cama e desço a cortina
Eu costumava ter esses sonhos doces - agora é mais como um ataque aéreo
Eu vejo a oposição clara - eu os vejo encarar
Eu não ligo - isso não importa para mim - eu nunca penso nisso
Tropeço de mim mesmo como uma sombra e dou saltos mortais pelas paredes
Eu não posso dizer, é realmente tão estranho
É primavera ou outono?
Seu vinho são só uvas amargas
Ponha-me uma taça sempre que eu não estiver lá
Cuidadoso Cuidadoso
Eu não sou amargo eu apenas fique tão doído
Porque quando ela sussura em meu ouvido fica tão difícil*
Fica tão difícil de sair da cama
É mais do que eu posso fazer.
Se alguém precisa trabalhar hoje, que seja você
Toda essa confusão me atinge como um desafio mas eu não me importo.

* As letras de Television são conhecidas por terem vários sentidos. Neste caso, parece que a ambiguidade é entre os dois significados de HARD (difícil / duro)

Capas dos discos: coincidência?

Marquee Moon: a obra prima de estréia, 1977. Fotografia da banda com uma grande borda preta contendo o nome da banda acima da fotografia e o nome do álbum abaixo.







Adventure, 1978: A mesma estutura da capa anterior. A diferença é a maior quantidade de cores no figurino da banda, tipografia dos títulos, agora serifado, e a cor da borda.







Television, 1992: Capa totalmente diferente.










Blow-Up, gravado 1978, lançado em 1982: Álbum ao vivo, traz recortes dos rostos retirados de fotografia de Michael Ochs constituindo a faixa horizontal do meio dentre três: nome da banda, rostos, título do álbum.








Live at Old Waldorf, gravado em 1978, lançado em 2003: A estrutura do Marquee Moon é retomada. Montafem sobre imagem da banda tocando com fundo preto. A borda é branca dessa vez, e a fonte sem serida também volta.






Depois do incontestável superior Marquee Moon, os dois álbuns principais que seguiram a estrutura do design da obra-prima (e primeira) mantiveram a qualidade, enquanto que os outros dois são considerados os piores...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Rolling Stones - 500 melhores álbuns

Em 2003 a revista Rolling Stone criou uma lista dos 500 melhores álbuns do mundo de todos os tempos. Claro que é uma lista bem ruinzinha que, como era de se esperar, dá atenção quase que exclusiva a EUA e Reino Unido. Marquee Moon aparece em 128°... Injusto, mas é a vida. Clique aqui e veja a segunda página da lista no site da Rolling Stone.
Os vinte primeiros são:
1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, The Beatles 2. Pet Sounds, The Beach Boys
3. Revolver, The Beatles
4. Highway 61 Revisited, Bob Dylan
5. Rubber Soul, The Beatles
6. What's Going On, Marvin Gaye
7. Exile on Main Street, The Rolling Stones
8. London Calling, The Clash
9. Blonde on Blonde, Bob Dylan
10. The Beatles ("The White Album"), The Beatles
11. The Sun Sessions, Elvis Presley
12. Kind of Blue, Miles Davis
13. Velvet Underground and Nico, The Velvet Underground
14. Abbey Road, The Beatles
15. Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience
16. Blood on the Tracks, Bob Dylan
17. Nevermind, Nirvana
18. Born to Run, Bruce Springsteen
19. Astral Weeks, Van Morrison
20. Thriller, Michael Jackson